sexta-feira, 20 de junho de 2014

Chuveiro novo

    Eu sei que não sou muito normal. Nunca fui do tipo que gosta de flores ou chocolates.
    Mas eu nunca achei que seria do tipo de pessoa que fica feliz em ganhar um chuveiro.
    Só que hoje eu descobri que sou bem desse tipinho.
    Na casa do namorado todos tomam banho frio (Sim. Banho frio. Inclusive no inverno), o que faz apenas um banheiro da casa ter chuveiro quente. E não é o banheiro perto dos quartos. É o de visitas, no andar de baixo.
    Como estou lá todo fim de semana, sempre tenho que descer para tomar banho. O que nunca me incomodou, na verdade. Em dias de muito calor, ou muita preguiça, eu até usava os banheiros do andar de cima mesmo.
    Hoje, sem nenhum motivo aparente, o namorado pergunta se eu vou tomar banho.
    Achei estranho, porque ele nunca me pergunta isso. Até me perguntei se estava fedida, porque né? Isso pode acontecer com qualquer um... Dei uma checada e estava bem cheirosinha...
    Na duvida, respondi que sim e já ia descer. E então eu descobri o porque...
    Ele me levou ao banheiro dos quartos e disse: "Presente de Dona Geralda para você..."
    E estava lá um chuveiro com inverno e verão.
    Agora não sou mais visita...
    O cunhado comprar meu guaraviton toda vez que vai ao supermercado e a sogra trocar o meu nescau sempre que ele está para acabar me dava uma ideia de que sou um pouco bem quista (ou constante demais).

...Mas o chuveiro me disse que agora eu sou parte da família.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Dois

São dois.
Somos dois.
Eu nunca quis achar a "minha metade", porque sempre fui inteira.
E talvez eu só precisasse encontrar alguém que, sendo inteiro como eu, também não procurasse metades.
Porque ser inteiro basta. Mas é ser apenas um.
E quando queremos ser mais, precisamos encontrar mais um.
Inteiro.
Para que possamos ser dois.
Dois.
Ainda bem que somos dois.
Ainda somos dois.
Somos dois, porque nos fizemos juntos.
E seremos muitos.

Seremos muitos anos. Mas seremos sempre dois.
Mesmo quando formos mais.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Band-Aid colorido



Andando pela rua passei por uma menininha com uns 5 band-aids coloridos espalhados pelo braço. Ela estava toda feliz em exibir os curativos e os machucados que não foram completamente cobertos por eles. Quando percebeu que eu estava olhando ficou ainda mais exibida e fez questão de verificar se eu tinha visto todos eles, passando o dedinho em cada um e olhando de volta pra mim. Eram todos coloridos e cheio de figurinhas bonitas... Achei estranho a felicidade da menininha em exibir os machucados. Mas sorri de volta para ela ficar feliz.

Depois fiquei pensando... Não é estranho. A gente desde criança exibe machucado, e talvez por isso a gente seja acostumado a ainda ficar exibindo eles por ai. Nós não cansamos de mostrar machucados e curativos a todo instante. Só que hoje a gente exibe em rede social, blog, outdoor.

Tanta gente reclama da vida, reclama do mundo, reclama da sorte, reclama do tempo...

Eu mesmo, quantos machucados eu exibo aqui?
Sempre disse que é difícil escrever felicidade.
É muito mais fácil escrever sobre aqueles relacionamentos não correspondidos, mal correspondidos ou quase correspondidos. 

A gente exibe o sapato que machuca, a calça que não cabe, o cara que não presta. E o cara que presta mas não gosta de você, o cara que presta (?) mas gosta de você e da torcida do flamengo, o cara que você gostaria que prestasse. O amigo que te traiu, a pessoa que te decepcionou.

Indiretas, fotos bonitas e frases feitas para pessoas que sequer vão ler.

A gente faz questão exibir revolta, de gritar de raiva, de dor, de ódio. De mostrar curativo em foto de balada, em mais frases feitas e em outras fotos bonitas. Até aquele arranjo de flores vergonhoso que se manda no trabalho da ex, depois da briga, pra exibir arrependimento. É brega, mas é mostrar machucado.

Gostamos de deixar aquela parte do machucado destapado, algumas vezes por orgulho da ferida. E talvez a gente não se dê conta do tanto de curativo com os quais andamos pelas ruas. 

No fim das contas, acabei percebendo que no fundo todo mundo é até hoje exatamente como a menininha.

...A única coisa que muda são os band-aids coloridos.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Shoud I?


Should I give up
Or should I just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere
Or would it be a waste?
Even if I knew my place should I leave it there?
Should I give up,
Or should I just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere

domingo, 1 de dezembro de 2013

Porrrque é dia de aniversário!


Se tem algo de bom que essa internet me trouxe, foi ela.
Lá de longe, sabe-se lá porque, ela resolveu comentar nesse meu bloguinho. Quem vem aqui de vez em quando sabe, que ele deve ter seus 5 leitores. Não sei porque ela resolveu vir aqui, mas lembro bem o texto que ela leu. 
Esse daqui: Enquanto ela dormia
...que é um dos meus preferidos até hoje.
Talvez por ter sido o que me trouxe uma pessoa louca. Que me apresentou outra pessoa louca (Ei Márcio!) e que resolveram um dia me encontrar no aeroporto de Campinas só pra me dar um oi.
Não sei como esses dois se tornaram tão meus amigos e depois disso, mesmo sem saber muito como conseguimos nos conhecer tanto, sem nunca termos nos conhecido, fiz questão de sair do aeroporto pra conhecer todas as bebidas de nomes estranhos de Indaiatuba.
E ela veio tentar conhecer o que Vitória tem de melhor. Ou 'Dizem que tem'.
Ela me liga de madrugada só porque quer que eu fale a todos do churrasco o meu 'porrque', que para ela é engraçado, para divertir e entreter, e eu atendo. 
Ela tem um cão peidorreiro que tem a pata maior que a minha e que me ama.
Ela não julga minhas confissões, mas não esquece de dizer: 'é um sapato que não vale a pena'.
Me manda whatsapp pra dizer que já respondeu meu e-mail porque é uma pessoa sensata.
Fez Simba literalmente se apaixonar por ela e virou nome em duas rolhas de vinho.
Ela precisa conviver um pouco mais comigo, pra fazer sem medo de esculhambar o calendário, a sua festa de aniversário com o tema de festa junina.
E por fim, virou verbo. 'Nubiar'. Só resta saber se isso é bom.

Eu nunca sei bem quando os amigos chegam, mas sei bem reconhece-los para nunca deixa-los irem embora. Mesmo que eles estejam quase todos longe.
Parabéns menina do sotaque engraçado!

E eu sou a garota mais sortuda do planeta.