quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bem melhor do que conchinha.


Engraçado que eu sempre precisei do meu espaço, precisei do meu ar, porque achava que era confortável. Nunca consegui dormir de conchinha. Talvez porque eu não soubesse que o conforto está em dormir amontoado. E hoje tudo o que eu quero é dormir sufocada, no pescoço daquele que eu não terminei de encontrar.

Melhor do que Conchinha
(Fabricio Carpinejar)

Não será dormindo de conchinha que revelamos amor na primeira noite.
A posição é excessivamente controlada. Posada.
Tem até lógica: prevenir o roubo do lençol. Mas a cena não ultrapassa a praticidade romântica. É um pouco infantil, uma regressão ao ventre. Nesta hora, ninguém precisa mais de posições fetais. E do colo de mãe.
Amor se revela quando os dois vão dormir e se acordam amontoados. As pernas femininas sobre as pernas do homem, os braços enrolados como fantoches, os beijos agora suspirados; uma sensação de clandestinidade no próprio corpo. Como um barco cubano, absolutamente ilegal, atravessando o Oceano Atlântico em direção à Miami.
Quem apaga amontoado confessa atração química. Não se rendeu, apesar do gozo, do sono, do medo de ser inconveniente. Sentirá câimbras, formigamentos. Ou não sentirá nada de manhã com a dormência dos movimentos. Qualquer que seja o imposto, não se mexe. Não abandona sua vigília. Não confia que conquistou, que seduziu, que concluiu.
O casal amontoado é ambicioso. Ambos não dormem juntos, já moram juntos um na nudez do outro. Como se estivessem mortos, porém intensos, vivos, alucinando mais do que sonhando.
Os longos cabelos negros encordoando o peito masculino, as coxas ainda atentas, os seios curiosos. A tensão permanece, a conversa prossegue no escuro com exclamações ilegíveis, a mão é um abajur aceso. Não é um descanso organizado, planejado; é um sono de fundo falso, agitado de sons, sobrevoando o conforto. Uma ânsia de ficar junto de qualquer jeito, aproveitar toda a pressa da pele. Finge-se desmaio para prosseguir o trabalho com a respiração.
O casal pode estar exausto, arrebentado por tudo o que foi dado, mas ele e ela ainda se caçam de modo involuntário. Entendem que o sexo pede mais carícia. Não foram cada um para seu lado, aliviados do prazer. Muitos menos desejaram a tranquilidade caseira do encaixe. Não se cansaram da proximidade. Estão lutando pela permanência na memória, brigando para não serem esquecidos, insistindo para que se telefonem no dia seguinte, arrumando motivos e desculpas.
Amontoar é o momento em que mostramos que o cheiro nos agrada, que não há como voltar a ser como antes.
Significa que nenhum dos dois vai se separar de manhã. Não terminaram de se encontrar.




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pedacinho...


- Um pedacinho de mim tá ficando aqui sabia?
- Que bom! Você vai ter que voltar pra buscar...
- Mas eu volto, não pra buscar... Cuida, que é seu.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Romantismo é o mal do século


- e Jujuba Maluquinha que está numa vibe revival do mal do século?
- aushaushausahusahsuahsauhsa
- (como eu lembrei o nome dessa corrente literaria nao me pergunte)
- BYRON
não é?
- ah, ai vc força
- Lord Byron
- mas era uns lances meio depressão, noite, oh como sofro, perdi a mulé q eu amo
acho q Byron é ja romantismo nao?
mal do século acho q é antes
ah sei la
isso td ai
- ééé mas ta certo
romantismo é o mal do seculo
cara, sério que a gente ta falando disso?
- huashuashuas
pq?
aqui tb tem cultura
A outra vertente, focada no individualismo, traz consigo o culto do egocentrismo, vazado de melancolia e pessimismo (Mal-do-Século). Pelo apego ao intimismo e a valores extremados, foram chamados de Ultra-Românticos. Esses escritores como Byron, Alfred de Musset e Álvares de Azevedo beberam do Sturm und Drang alemão, perpetuando as fontes sentimentais.
- A segunda geração, também conhecida como Byroniana e Ultra-Romantismo, recebeu a denominação de mal do século pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.
- ashuashuas
issae
- cara, como a gente é inteligente
orguio


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Entre o fim e o começo é tudo o que eu sou


Eu nunca fui uma pessoa fácil.
Eu sou grossa, incoerente, intolerante e extremamente impulsiva.
Mas o que pouca gente sabe é que eu sou grossa para me defender. Se eu fui grossa com você, é porque você foi muito amado. Ok, às vezes eu sou ríspida com pessoas que tentaram me incomodar, mas não é grosseria. Eu só não sei ser falsa. Eu não te chamo de amigo, se você não for, eu não digo que te amo, se não te amar.
E eu não acho isso bonito, e gostaria de mudar.
Ser aquela sonsa que todos gostam, ou um amor de menina que todos comentam pela afabilidade.
Mas eu não sou.
O que pouca gente sabe é que eu choro feito criança quando perco um amor.
Que eu peço por favor pra me amar, porque é dificil perder alguém sem antes lutar. Eu não deixo ir embora esperando voltar, eu corro atrás mas não posso prender ninguém.
O que pouca gente sabe é que eu não desisto na primeira briga, na verdade eu brigo para não desistir.
E não vou desistir.
Nunca.
Pelo menos de tentar.
Eu aprendi que poucos homens sabem lidar comigo, uns conseguiram tirando de mim quem eu sou, outros acharam que conseguiriam e não conseguiram. Mas eu sei que haverá aquele que saberá que não é preciso lidar comigo, só é preciso querer estar comigo. Porque quando existe isso, a gente constrói um mundo. Eu aprendi que eu quero, acima de tudo, encontrar alguém que não lide comigo. Alguém em quem eu possa me aninhar em seu peito e ser, sendo quem eu sou, tudo o que ele precisa que eu seja.
Alguém que entenda que aquela menina que fala quase sem pensar, é a mesma que cuida quase sem querer.
Não queira de mim, sensatez no fim.
Mas pode contar com toda a minha doçura, que quase ninguém vê, por todo o meio do caminho.




quarta-feira, 25 de maio de 2011

A dupla mais sincera da cidade


- nossa
e vc q me fez ver aquele clipe da banda mais etc

- eu fiz?
nem eu vi

- e agora tem 12874879 parodias
fui ver o q era né
mas 30s daquela música é lavagem cerebral

- uashaushaushauhausha
vi não
agora VC vai me fazer ver
vê como são as coisas né?

- http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/920209-parodias-da-banda-mais-bonita-da-cidade-pipocam-na-internet.shtml

- se vc colocar de lado toda a sua dignidade vc pode ate gostar
pensa- despensa - penteadeira
ok né...

- haushasuhas

- fora que no fim tem uma mulher de franja enrolada com UM CACHO
ah não é o fim
é o meio
é que é tao igual que eu achei q tava acabando

- ashuahsushushaushaushaushasuhas
BOA
cara
de boa

- e um cara que precisa tocar tão bem uma bateria que tá com um CACHORRO NO COLO enquanto toca

- não cabe uma PENTEADEIRA no meu coraçao nao
no maximo um criado mudo

- AUSHAUSHAUHSAUHSAUHSA
ATÉ PQ PENTEADEIRA É DE PUTA NÉ?

- USHAUSHAUSHUASHUASHUASHUASHUAS
ou de vó

- tem gente demais de franja reta nesse clip

- ou puta vó
sei lá

- GENTE DEMAIS de franja reta. I rest my case

- eu só vi a monga vocalista
tem mais? agora vou ter q ver de novo
te odeio
cara

- tem vocalistra, tem umas vinte pererecas saltitantes

- só sei de uma coisa
TUDO DCE
do moral pro cão. guentou de boa sem avançar em ninguem

- uashaushaushaushauhsa
tentou fugir, mas foi pacifico

- surdo, eu imagino

- ushaushaushaushaushauhsauhsauhs
lista das musicas "canção para nao mais voltar", " cantiga de dar tchau"
tipo, não foi ainda? se é por falta de adeus...gudi bái.

- hsuahsuashuahsaus
HAUSHAUSASUHAUSASH

- a banda mais repetitiva da cidade vc viu??????????
AUSHAUSHAUSHAUSHAUHSAUHSUAHSUAHSAUHSUAHSA

- sim

- CHOREEEEEEEEEI
a canção nao é tão longa como pensa, só 8 versos ela não é muito extensa!!!!
USHAUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAHSA

- é tao comprido q eu vou tomar banho, ja volto


fim.